Psiquiatria - Perguntas respondidas
-
Deve procurar um psiquiatra.
 
Os apagões de memória podem aparecer de modo isolado (amnésia) ou dentro de um quadro mais amplo como, por exemplo, numa doença de Alzheimer ou numa demência vascular.
 
Entretanto, muitas pessoas com depressão têm dificuldades de concentração e uma lentificação mental que podem ser confundidos com os verdadeiros "apagões" e, quando se trata estas pessoas da depressão, os problemas de memória desaparecem.
-
Seria necessário que se fizesse uma boa avaliação prévia, através de consulta médica demorada e minuciosa, para avaliar se o caso é de depressão ou de um problema neurológico.
Procure logo um bom profissional para o início da avaliação, seja ele neurologista, psiquiatra, clínico ou geriatra. A especialidade não é importante, mas sim a dedicação do médico ao caso.
-
Primeiramente, não entendi por que, se ele é seu ex, como é possível que ele ache que você o está provocando por estar com outro.
 
Existe um problema chamado de "ciúmes patológicos" em que a pessoa tem comportamentos exagerados de ciúmes de sua companheira, alimentando fantasias de traição e atuando de modo coercitivo e, muitas vezes, agressivo, em relação a ela.
 
Entretanto, existem pessoas ciumentas e controladoras sem serem, necessariamente, portadoras de ciúmes patológicos. Elas podem ser pessoais normais e ansiosas ou apresentarem problemas outros como, por exemplo, traços de personalidade "borderline", que são pessoas extremamente instáveis em várias áreas de sua vida, incluindo seus relacionamentos interpessoais.
 
Não existem remédios específicos para os ciúmes patológicos, sendo indicada, basicamente, a psicoterapia. A psicoterapia pode ser de casal, se as pessoas ainda estiverem juntas ou individual, se isto não ocorrer.
 
Em casos onde a pessoa tenha quadros de ansiedade grave ou depressão, é possível que o tratamento com remédios possa diminuir o comportamento controlador.
-
A depressão é um estado no qual a pessoa se sente desanimada e/ou profundamente triste, a maior parte do tempo. Por vezes, alguns pacientes deprimidos relatam que o que sentem não equivale à tristeza nem ao desânimo, sendo algo extremamente sofrido e indescritível.
 
Ao lado deste desânimo ou tristeza, a pessoa perde o prazer em fazer aquelas coisas das quais gostava, antigamente; pode ter insônia ou excesso de sono; falta ou excesso de apetite; dificuldades de concentração; ideias negativas, que vão desde a auto-depreciação, ao excessivo pessimismo, passando por ideias de culpa ou mesmo de morrer ou suicidar-se.
 
A depressão envolve alterações químicas no cérebro, mas pode ser desencadeada ou piorada por fatores como estresse contínuo, maus tratos, maus relacionamentos interpessoais.
 
Por vezes, um episódio de depressão pode desaparecer sozinho, sem tratamento. Mas, grande parte das vezes, ele pode ocorrer, novamente, mesmo sem que haja um novo gatilho.
 
Situações de tristeza ou desânimo frequentemente são resolvidas pelas pessoas sem que tenham de recorrer a ajuda profissional, simplesmente mudando de emprego, de moradia, aumentando suas atividades agradáveis, estabelecendo novos relacionamentos. Entretanto, não se recomenda que você tente vencer sozinho uma verdadeira depressão. Você deve procurar um psiquiatra que possa diagnosticar e tratar seu problema. Ele dirá se há necessidade (geralmente há) de medicações e se deve ser feita, também, uma psicoterapia, que pode ser feita com psiquiatra (que seja também psicoterapeuta) ou psicólogo clínico.
 
As medicações antidepressivas são bastante eficazes e não causam dependência.
-
Este tipo de comportamento pode ter várias origens como, por exemplo:
1 - uma real decepção com problemas que ocorreram em sua vida e fizeram de você uma pessoa pessimista e decepcionada;
2 - um quadro depressivo, que se caracteriza por uma prolongada tristeza ou desânimo, pensamentos tristes recorrentes (incluindo ideias de culpa e pessimismo em relação ao futuro), associados a insônia ou excesso de sono, falta ou excesso de apetite, diminuição do desejo sexual, dificuldades de concentração, perda do prazer em atividades anteriormente prazerosas. Por vezes, a pessoa pode pensar que seria preferível morrer ou mesmo suicidar-se. Pode ocorrer um excesso de irritabilidade, também.
Entretanto, a desconfiança não é um sintoma típico da depressão e faz pensar, novamente, em muitas decepções com pessoas, ao longo da vida ou mesmo no que se denomina de traços paranoides de personalidade, que aparecem em pessoas que tendem naturalmente a ser excessivamente desconfiadas.
Você deve consultar um psiquiatra, para que ele possa fazer o diagnóstico. Muito provavelmente, você pode ser ajudada por medicações e/ou psicoterapia.



